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Detalhe

A revista científica Cadernos do Arquivo Municipal chega ao seu 25.º número

Reprodução fotográfica, Câmara Municipal de Lisboa

Com a publicação do 25.º número, os Cadernos do Arquivo Municipal (CAM) assinalam mais uma etapa de um percurso dedicado à divulgação da investigação científica e à valorização do património documental preservado pelo Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa.

Os CAM são uma revista científica online, de acesso aberto e sujeita a dupla arbitragem cega por pares, que acolhe trabalhos originais de História e de outras áreas das Ciências Sociais, promovendo o diálogo entre diferentes perspetivas e abordagens de investigação.

Publicada desde 2014 (2.ª série) e com periodicidade semestral, a revista reúne artigos, recensões críticas, entrevistas e outros contributos que enriquecem o debate e a reflexão. A sua estrutura editorial integra secções como Destaque, Dossier, Artigos, Documenta e Recensões, combinando números temáticos (com chamada para submissões) com uma secção de artigos que acolhe contributos fora do tema do dossier. Maioritariamente editada em português, publica igualmente trabalhos em espanhol, inglês e francês, favorecendo a circulação internacional dos seus conteúdos e reforçando a visibilidade do Arquivo Municipal de Lisboa junto da comunidade científica internacional.

Um dos pontos mais distintivos é a secção Documenta, dedicada à divulgação de fontes primárias à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa. Não se trata apenas de mostrar documentos. Nesta secção é possível encontrar, entre muitos outros temas, uma relação detalhada de desenhos da calçada portuguesa, uma seleção de cartazes e folhetos políticos nacionais, uma mostra de projetos utópicos para a cidade de Lisboa, assinaturas, selos e sinais presentes em documentação da época moderna, ou ainda uma coleção de fotografias do mundo operário ao longo do século XX. Cada proposta de divulgação é acompanhada por um texto de enquadramento que contextualiza o conjunto documental e sugere pistas de exploração e investigação. Em suma, esta secção aproxima o público do Arquivo e propõe ferramentas para compreender e explorar as fontes.

Ao longo dos vários números, os dossiers ilustram a amplitude do projeto. Nas temáticas já abordadas encontram-se, por exemplo, Crime e Sociedade (N.º 22), reverberações da Revolução de Abril (N.º 21), O Livro no seu Tempo (N.º 20) ou Brasil: 200 anos de independência (1822‑2022) (N.º 19). Encontramos também dossiers como Lisboa medieval (N.º 8), Bairros de Lisboa (N.º 12) ou A escrita e os atos: estudos de paleografia e diplomática municipais (séculos XIII‑XVIII) (N.º 10), bem como números que dialogam com a história social e urbana através de temas como Histórias de casas e de quem lá vive(u) (N.ºs 5 e 6).

O percurso da revista ganha especial relevo ao chegarmos ao 25.º número, um marco que celebra não só a continuidade editorial, mas também a consolidação de uma publicação que cruza investigação, debate historiográfico e trabalho direto com acervos documentais. O número N.º 25, com o dossier temático “O nascimento do regime constitucional em Portugal: Liberalismo e antiliberalismo entre a revolução e a contrarrevolução (1820‑1834)”, será o primeiro de dois volumes dedicados ao tema, abordado através de múltiplas perspetivas e linhas de investigação, que ilustram a riqueza do campo historiográfico e a diversidade de abordagens que caracterizam a revista.

Com 25 números publicados, os Cadernos do Arquivo Municipal  continuam a promover o encontro entre património documental, investigação científica e produção de conhecimento, contribuindo para aproximar as fontes históricas dos seus investigadores e leitores.
 

Todos os números da revista encontram-se disponíveis em acesso aberto, convidando à descoberta de um percurso editorial que continua a crescer e a renovar-se, ano após ano.