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Videoteca

Videoteca

Organismo municipal criado em 1992 e hoje integrado no Arquivo Municipal, funciona no edifício  instalações da Sociedade Promotora de Instrução Popular, antigas cocheiras do palácio real de Alcântara, adaptadas para utilização cultural. Dedica-se, para além das atividades de produção e programação, à recolha, inventariação e divulgação das imagens em movimento feitas na e sobre a cidade de Lisboa. Estas instalações disponibilizam uma sala de visualização de documentação videográfica e biblioteca especializada.

Em paralelo, o núcleo de produção audiovisual mantém uma intensa atividade de recolha e realização de conteúdos audiovisuais relacionados com Lisboa, contribuindo decisivamente para a constituição de uma 'memória viva da cidade'.

A Videoteca de Lisboa foi inaugurada a 2 de junho de 1992, surgindo na sequência de uma dinâmica cultural que o executivo camarário desejava incutir na cidade, materializada na abertura de novos equipamentos culturais, como a Livraria Municipal, a Bedeteca, a Fonoteca, a Quinta Pedagógica dos Olivais, a Casa Fernando Pessoa ou o Espaço Timor.

Depois da explosão do vídeo na década de 1970, nos Estados Unidos da América, este novo meio de criação e difusão de imagens em movimento chegou a Portugal de forma consistente na segunda metade da década de 1980, com a eclosão de videoclubes um pouco por todo o país. As bibliotecas, reconhecendo as potencialidades do vídeo, começaram por disponibilizar este suporte nos seus espaços. Embora inicialmente de forma tímida, paulatinamente foram criadas áreas específicas para acondicionar os suportes magnéticos e permitir o seu visionamento. Esta generalização do uso de recursos audiovisuais, aliada à sua crescente produção, revelava a importância de catalogar, arquivar e disponibilizar o manancial de conteúdos audiovisuais coligido, tornando necessário democratizar o acesso ao vídeo e potenciar o seu uso com a criação de espaços adequados para o efeito. Despertava-se assim para a importância da criação de videotecas.

Após uma visita à Vidéothèque de Paris, o vereador João Soares, decidiu criar uma videoteca em Lisboa. António Cunha, à data presidente da FPCA (Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais) e um dos principais organizadores do Festival Audiovisual de Lisboa, foi a pessoa escolhida para concretizar o projeto.

A Videoteca foi instalada no número 2 do edifício pertencente à SPEP – Sociedade Promotora de Educação Popular, um espaço simbólico onde funcionou, em 1915, no primeiro andar, o Animatógrafo Promotora, também conhecido por Salão Promotora, posteriormente transformado em cinema moderno nos números 4 e 5, mantendo as portas abertas até meados da década de 1980.

Adaptando-se aos novos tempos, e assistindo-se à democratização do vídeo, a Videoteca foi integrada na Divisão de Arquivo em 2011, alargando o seu leque de competências, mas mantendo a missão de constituir um acervo videográfico vasto e diversificado, enriquecido com o contributo fundamental de filmes de família e de arquivos familiares, potenciado por projetos como a TRAÇA ou o Festival Ecovídeo Lisboa Natura, iniciados em 2015 e 2020, respetivamente.
Com o ciclo de visionamentos comentados Topografias Imaginárias, lançado também em 2015, procurou-se mapear o encontro entre o cinema e a cidade de Lisboa, onde se lidam com duas topografias: a topografia do filme - que se percorre mas que também se fragmenta, através da projeção de excertos escolhidos e comentados a partir de diferentes perspetivas - e a topografia da cidade, explorando o modo como o cinema imagina, reconfigura e interfere com a topografia de Lisboa.

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Contactos

Morada: Edifício da "Promotora” (a Alcântara)
Largo do Calvário, nº 2 - 1300-113 LISBOA
Telefone: 218 170 433
E-mail: videoteca@cm-lisboa.pt

Horário

Segunda a sexta-feira das 10:00 às 17:00
Encerra aos sábados, domingos e feriados.

Como chegar

Autocarros: 714, 720, 727, 732, 738, 742, 751, 756, 760
Elétricos: 15, 18
Comboio: Comboios urbanos de Lisboa | Linhas de Cascais, Sintra e Azambuja - Estação de Alcântara-Terra | Estação Alcântara-Mar